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17 abril 2008



Muitas vezes somos forçados a dizer coisas que vão ferir, que certamente magoarão, que trarão lágrimas e ranger de dentes...mas que fazer?

Mãe é para essas coisas, tem que ter estômago, tem que ter "atitude", como se diz hoje em dia...
Se não, como essas criaturas irão crescer? Como poderão amadurecer sem se tornar frios, indiferentes à dor alheia?Como irão administrar algo ou alguem se nem sabem cuidar de si mesmos?
É doloroso, é um novo parto, toda vez que temos que romper estruturas mal feitas, habitos que se enraizaram, como diria minha mãe, "torcer o pepino", mas compete aos pais fazer isso, tentando não causarem muitos atritos, talvez um dia, ao se olhar para tras, veremos que deu resultado, que fomos atendidos e entendidos, e que conseguimos colocar tudo nos trilhos, novamente. Ou não...mas como saber? Só fazendo!

09 abril 2007

Desapego?

Ha mais ou menos um mes atras, resolvi fazer uma faxina na casa, para receber meu filho que volta a morar comigo.
Raspei tacos, apliquei resina (ficou lindo meu piso, imagine os tacos são de peroba rosa, clarinhos, e com o Bona, realçou a cor e os veios da madeira, lindo, lindo), chamei um pintor que foi uma decepção, bem qual não é? Mas pelo menos os quartos ficaram lindos, claros, cheirando a novo.
Aí, começou meu ataque: resolvi limpar os armarios, abrir espaço para o meu pequeno, me armei de coragem, de Veja e panos, alem da ajuda da minha fiel escudeira, Maria José, e fomos à luta contra a sujeira e a velharia. E como tinha coisa a jogar fora, tudo logicamente coberto pelo pó de anos de guardado, armario após armario foi submetido a uma intervenção severa, esqudrinhamos todos os cantos, cada pasta e canudo, malas, radiografias, chapéus, lençois, roupas, foram caindo nos sacos para serem doados. Até a minha mesa de jantar e suas cadeiras entraram na dança...
Mas não me arrependo nem um pouco, a casa ficou arejada, renovada, nada daquilo que eu guardei por tantos anos me doeu quando foram levados. Acho que estou aprendendo a me desprender de coisas, me apegando menos às recordações de um passado que foi muito feliz mas que passou, agora é torcer para que o futuro deixe marcas assim tão profundas!
Ah, tem uma coisa que ainda não consegui me libertar: das roupinhas de bebê dos meus guris, mas quem sabe numa proxima etapa...